E é só o que sobra de mim...

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5 notes

-Você anda fria.
-Eu nunca disse que era quente.
-Nossa,que grossa.Que que eu te fiz?
Ela lança um olhar irônico,e volta a mexer no celular.
-Não vai mesmo me responder?
-Sai daqui,por favor.
-Só me fala o que eu te fiz.
-Eu vou ter que pedir outra vez?
Ele já estava com lágrimas nos olhos,pois tinha sido forte por muito tempo,exibindo um sorriso que não era dele,com a intenção de mostrar a todos que não sofria por nada nem ninguém.Com dificuldade,respondeu:
-Por…favor.
-Chorando,querido?Mas não é você mesmo que nada nem ninguém abala?Ah,por favor.
Uma lágrima escorreu em seu sua pele morena.Era a primeira vez que ela o vira chorar.Preocupada,mas ainda com seu enorme orgulho,disse:
-Não chora,não.Detesto ver pessoas chorarem.
Tanto ela quanto ele sabiam que com “pessoas” ela queria dizer “Não gosto de te ver chorar,meu amor.”Mas seu orgulho era maior.Muito maior.
-Eu só queria saber o que eu fiz pra merecer…
-Ah,então você sentiu falta?
-Senti pequena,não sabe como sofri com você longe, só me faltava coragem e um pouco menos de orgulho pra lhe contar isso.Não só senti sua falta, como cansei de ser tratado com grosseria..
-Eu te tratando com grosseria? Olha quem fala…
-Não podia deixar que o amor que eu sentia por você transparecer.
-Idiota…
-Sim, o seu idiota.
-Saí daqui.Não quero falar com você.
-Amor,larga de ser boba.
Na hora em que ele falou aquilo,ela não aguentou,as lágrimas guardadas com ela durante tanto tempo,finalmente cairam.
-Amor?
-Sim pequena…
-Amor,pequena?
-É, eu amo você.
-Eu também te amo idiota.
Então se beijam ali mesmo.Parecia até que o mundo dos dois havia parado ali,e só existiam os dois.Ah,como ela havia sonhado com aquilo…
Aquela Garota de All Star Cartas Para Sua Julieta (via aquelagarotadeallstar)

(via cartasparasuajulieta)

386 notes

As pessoas têm esse costume de entrar em nossas vidas, fazer uma reviravolta, fazer crescer um sentimento e com o tempo elas somem e não nos deixam uma carta, ou ao menos nos dizem o motivo de seu afastamento. Vejo pessoas que disseram estar comigo sempre, pessoas que diziam serem meus amigos, e hoje nos tornamos novos desconhecidos. Passam do meu lado, me olham e finge não me conhecer. Tenho vontade de parar essas pessoas no meio da rua e falar “Ei lembra-se de mim? Você prometeu estar comigo sempre”. Mas as pessoas não se importariam com isso, não se importariam com meus sentimentos. É sempre assim, você acredita, confia e as pessoas te apunhalam pelas costas. Eu estou apenas cansada disso sabe? Parece que o tempo que eu a essas pessoas passamos juntos não significou nada, e saber disso dói muito. Sei lá, pelo que parece eu não faço diferença na vida de ninguém. Só sei que a partir de agora as pessoas vão demorar pra conseguir conquistar a minha confiança.
(r-essentir e i-ncapaz)

(Source: icouldbeyourheroine, via borboletasvoam)

8 notes

coleciono-lagrimas:

‘Extra, extra, extra, não confie nos poetas, foi cientificamente comprovado que eles não sabem amar’
- Os jornais não são mais bons, olhe o que escreveram sobre os poetas. - Indignada entregou ao moço que estava sentado ao seu lado o jornal e escondeu seu caderno de anotações na bolsa.
- Eles tem inveja, acalme-se moça. - Colocou o copo de café sobre a mesa e abriu o jornal lendo a matéria rapidamente.
- Mas… - Abaixou a cabeça.
- Mas o que? - Abaixou o jornal e fitou-a.
- Não é de todo o errado sabe, moço. - Bateu uma unha sobre a mesa, e passou os dedos em algumas gravuras ali contidas.
- Não é? - Pousou o jornal sobre a mesa, arrumando-o com cuidado e voltando os lábios para a caneca de café.
- Não. - Pausou. - Sabe, eu escrevo… as vezes. - Sorriu.
- Sei que escreve, e tem belas palavras para uma moça tão jovem. - Empurrou o jornal de volta para ela, a qual rapidamente colocou-o entre o caderno de anotações e fechou a bolsa.
- Sabe? Quero dizer, não sou conhecida nem nada, apenas escrevo para… sei lá, me aventurar em algo novo, compreende?
- Sim, eu sou assim com a música. - Soltou um riso falso.
- É músico? 
- Toco.
- O que?
- Violino.
- Que interessante. 
- Quer dizer entediante?
- Não, não, quis dizer realmente interessante.
Os dois sorriram e voltaram os olhos aos seus cafés.
‘Poetas não sabem amar, parem de se iludir.’
- Malditos telejornais. - Surrou a mesa e ele notou uma lágrima caindo de seus olhos.
- Acalme-se moça, e me explique o motivo desse ódio.
- Eu sei amar. Mas escondo. E creio que todo poeta romântico seja assim. Precisamos disso para mantermos-nos fechados, precisamos esconder todo esse amor para ele não ser usado contra nós… por isso fingimos, mas fingimos algo que no fundo todos sentimos. - Pausou. - Confuso?
- Um pouco. - Sorriu. - Mas a confusão anda com a harmonia, sabia?
- Não. - Abriu um sorriso de canto e puxou a mãos de volta ao colo. - Como chegou à esta conclusão?
- Conheci uma moça, em meio à uma confusão, e te confesso que ela foi a harmonia que faltava em minha vida.
- Estão juntos ainda moço?
- Não pequena, acabei de conhece-la. Mas ela tem em mãos todo um mundo literário em frente. 
Ela calou-se com um sorriso tímido no rosto.
- Então, cara poeta, daria-me a honra de um café contigo?
- Se levar a música a sério… eu posso ate aceitar.
- Levarei ate a poesia se quiser.
- Mas nós poetas somos fingidores, lembra?
- Finja que não se importa, e eu finjo que não será para sempre.
- E será?
- Não sei, talvez sim..
- E se não for?
- Se não for, daremos um jeito.
- Aceito!
- Se casar comigo?
- O café.
- Mas e se casar comigo?
- Quem sabe um dia!
- Contento-me com a possibilidade… 
- Já é um grande passo para mim, violinista.
- Não importa poeta, esperarei.
- Sem fingimentos?
- Sou músico, não poeta. - Riso calmo.
- Eu sou poeta e não minto.
- Poeta sem fingimento.
- Músico sem letras!
- Você me encanta.
- Terá bastante tempo para dizer-me sobre isso…
Silêncio e troca de sorrisos…
 Ingrid Forato, o violinista e a poeta.

coleciono-lagrimas:

‘Extra, extra, extra, não confie nos poetas, foi cientificamente comprovado que eles não sabem amar’

- Os jornais não são mais bons, olhe o que escreveram sobre os poetas. - Indignada entregou ao moço que estava sentado ao seu lado o jornal e escondeu seu caderno de anotações na bolsa.

- Eles tem inveja, acalme-se moça. - Colocou o copo de café sobre a mesa e abriu o jornal lendo a matéria rapidamente.

- Mas… - Abaixou a cabeça.

- Mas o que? - Abaixou o jornal e fitou-a.

- Não é de todo o errado sabe, moço. - Bateu uma unha sobre a mesa, e passou os dedos em algumas gravuras ali contidas.

- Não é? - Pousou o jornal sobre a mesa, arrumando-o com cuidado e voltando os lábios para a caneca de café.

- Não. - Pausou. - Sabe, eu escrevo… as vezes. - Sorriu.

- Sei que escreve, e tem belas palavras para uma moça tão jovem. - Empurrou o jornal de volta para ela, a qual rapidamente colocou-o entre o caderno de anotações e fechou a bolsa.

- Sabe? Quero dizer, não sou conhecida nem nada, apenas escrevo para… sei lá, me aventurar em algo novo, compreende?

- Sim, eu sou assim com a música. - Soltou um riso falso.

- É músico? 

- Toco.

- O que?

- Violino.

- Que interessante. 

- Quer dizer entediante?

- Não, não, quis dizer realmente interessante.

Os dois sorriram e voltaram os olhos aos seus cafés.

‘Poetas não sabem amar, parem de se iludir.’

- Malditos telejornais. - Surrou a mesa e ele notou uma lágrima caindo de seus olhos.

- Acalme-se moça, e me explique o motivo desse ódio.

- Eu sei amar. Mas escondo. E creio que todo poeta romântico seja assim. Precisamos disso para mantermos-nos fechados, precisamos esconder todo esse amor para ele não ser usado contra nós… por isso fingimos, mas fingimos algo que no fundo todos sentimos. - Pausou. - Confuso?

- Um pouco. - Sorriu. - Mas a confusão anda com a harmonia, sabia?

- Não. - Abriu um sorriso de canto e puxou a mãos de volta ao colo. - Como chegou à esta conclusão?

- Conheci uma moça, em meio à uma confusão, e te confesso que ela foi a harmonia que faltava em minha vida.

- Estão juntos ainda moço?

- Não pequena, acabei de conhece-la. Mas ela tem em mãos todo um mundo literário em frente. 

Ela calou-se com um sorriso tímido no rosto.

- Então, cara poeta, daria-me a honra de um café contigo?

- Se levar a música a sério… eu posso ate aceitar.

- Levarei ate a poesia se quiser.

- Mas nós poetas somos fingidores, lembra?

- Finja que não se importa, e eu finjo que não será para sempre.

- E será?

- Não sei, talvez sim..

- E se não for?

- Se não for, daremos um jeito.

- Aceito!

- Se casar comigo?

- O café.

- Mas e se casar comigo?

- Quem sabe um dia!

- Contento-me com a possibilidade… 

- Já é um grande passo para mim, violinista.

- Não importa poeta, esperarei.

- Sem fingimentos?

- Sou músico, não poeta. - Riso calmo.

- Eu sou poeta e não minto.

- Poeta sem fingimento.

- Músico sem letras!

- Você me encanta.

- Terá bastante tempo para dizer-me sobre isso…

Silêncio e troca de sorrisos…

 Ingrid Forato, o violinista e a poeta.

2,824 notes

Você disse “Oi”; eu respondi.
Você não tinha mais cigarros; eu ofereci.
Você queria andar; corremos.
Você queria beijar; eu também.
Você tinha medo; eu não.
Você tinha algo; eu não tinha ninguém.
Você me beijou. Você me beijou.
Eu queria beijar; você não sabia mais.
Eu queria correr, você fugiu.
Eu tinha você; você não queria nada.
Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”.
Eu tenho tantos cigarros; você nem fuma mais.
Queria que você ligasse; você não ligou.
Queria que você falasse; você se calou.
Queria que o tempo passasse; você voou.
Adiós Esteban  (via sociedadedospoetasmortos)

(Source: icanbeyourcocaine, via sociedadedospoetasmortos)

4,118 notes

- Sinto a sua falta.
- Também sinto a minha falta.
- Não sente mais a minha?
- Cansei de sentir.
- Deixou de sentir?
- O verbo “cansar” é diferente de “deixar”.
- Ah, então quer dizer que você ainda sente a minha falta?
- Da mesma maneira que sinto a minha falta.
- E porque sente a sua falta?
- Porque eu mudei.
- Mudou por sentir a minha falta?
- Não, mudei por você ter ido embora mesmo.
Thiara Macedo (sdpm)

(via sociedadedospoetasmortos)